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Entenda as polêmicas recentes envolvendo os maiores clubes de futebol da Europa

CL estádioFonte: Pixabay

Com inspiração no WikiLeaks, que é a página conhecida por divulgar documentos confidenciais e sensíveis sobre empresas e órgãos governamentais, surgiu há alguns anos o Football Leaks, um site que publica informações sigilosas envolvendo o mundo do futebol, com o intuito de mostrar tudo o que se passa nos bastidores dessa indústria, a qual é mais “desonesta” do que muitos sequer imaginam.

Até o momento, mais de 70 milhões de documentos relacionados aos principais clubes, atletas e entidades esportivas da Europa foram vazados, tornando o Football Leaks a maior fonte de informações sigilosas da história do futebol. Essas informações serviram inclusive como base para que várias investigações policiais fossem instauradas para averiguar as ilegalidades praticadas por esses clubes e alguns de seus jogadores.

Confira a seguir quais são as maiores polêmicas envolvendo grandes equipes europeias e porquê muitos futebolistas não estão seguindo um princípio básico do esporte, que é o fair play.

Superliga da Europa

FC BarcelonaFonte: Pixabay

De acordo com informações vazadas pelo Football Leaks e apuradas pela revista alemã "Der Spiegel", um grupo com dezesseis dos maiores clubes europeus estaria planejando há algum tempo abandonar tanto a Uefa (União das Associações Europeias de Futebol), como também as suas confederações nacionais, com o objetivo de fundar uma "Superliga da Europa", a qual estaria prevista para sair do papel em poucos anos, possivelmente em 2021.

Essa revelação pôde ser feita com base em e-mails sigilosos que estavam sendo enviados há bastante tempo entre o alto escalão dessas equipes. De acordo com as informações divulgadas, onze entre os dezesseis clubes desertores teriam o status de "fundadores" da "Superliga da Europa", o que lhes permitiria uma série de vantagens. São eles, Bayern de Munique, Manchester United, Chelsea, Arsenal, Manchester City, Liverpool, Milan, Juventus, Paris Saint-Germain, Barcelona e Real Madrid.

Outros cinco clubes também participariam da competição como convidados, sendo eles, Roma, Inter de Milão, Olympique de Marselha, Atlético de Madrid e Borussia Dortmund.

A motivação por trás dessa virada de mesa estaria no fato das grandes equipes do continente europeu considerarem que os campeonatos nacionais estão se tornando cansativos e previsíveis, além do temor de que, em alguns anos, haja um desinteresse dos fãs de futebol em assistir a essas competições. Com essa "Superliga da Europa", a intenção seria recriar a Liga dos Campeões da Uefa de forma ainda mais disputada e exclusiva, com um volume maior de jogos ao longo da temporada.

Contudo, ao descobrirem a intenção de seus clubes de abandonarem suas respectivas ligas nacionais, muitos torcedores se manifestaram de forma contrária nos estádios e nas redes sociais. A torcida do Bayern de Munique, por exemplo, levou vários cartazes afirmando que desejam continuar disputando o Campeonato Alemão, e que dispensam qualquer envolvimento com essa nova Superliga, o que só aumentou ainda mais as tensões envolvendo essa polêmica.

Antidoping de Sergio Ramos

O controle de dopagem é uma prática básica de qualquer esporte, incluindo o futebol, para garantir que a competição entre os atletas seja ética e leal. Entretanto, documentos vazados pelo Football Leaks denunciaram que a rigorosidade do exame antidoping não é tão íntegra como os fãs acreditam. Um exemplo disso foi o que ocorreu com o jogador espanhol Sergio Ramos, do Real Madrid, que apesar de ter sido flagrado no exame em duas ocasiões, não teve o seu caso investigado e não recebeu qualquer tipo de punição, além dos resultados terem sido escondidos da mídia.

A primeira infração do jogador foi detectada após a final da Liga dos Campeões de 2017, vencida pelo Real Madrid. Na ocasião, o laboratório austríaco de Seibersdorf foi o responsável pela análise, e identificou a presença da substância dexametasona, que tem efeito anti-inflamatório, mas que também pode melhorar a cognição e causar euforia, razão pela qual essa é uma das substâncias proibidas pela Agência Mundial Antidoping.

De forma secreta e sem o conhecimento público, Sergio Ramos se defendeu do resultado do exame atribuindo a culpa pelo uso da substância ao médico do Real Madrid, que recebeu uma punição da Uefa. O jogador, por sua vez, não foi punido, sendo somente notificado para que tivesse mais cautela ao preencher o formulário de controle de doping a partir de então.

Porém, meses depois, em abril de 2018, Sergio Ramos voltou a ter problemas com o controle de doping ao se negar a realizar o exame depois de uma partida do Campeonato Espanhol. De acordo com os documentos do Football Leaks, o jogador insistiu em tomar banho antes de fazer o exame, o que é proibido pela Agência Mundial Antidoping e considerado como uma infração grave. Todavia, o atleta espanhol não teve que responder pelos seus atos, os quais foram novamente escondidos do público.

A divulgação dessas informações causou grande revolta entre os fãs de futebol e a imprensa internacional, e levou a uma série de questionamentos sobre o porquê de um jogador possuie tantos privilégios e não ter as suas ações devidamente averiguadas.

Transações ilegais

Assim como os cassinos fazem com os jogos de azar, a Uefa também possui um conjunto de regras para garantir que exista um fair play financeiro no esporte. Entre as normas da entidade, está previsto que os clubes não podem praticar calote, devem manter sempre um investimento "sustentável", e precisam ter um controle de gastos sério, sem gastar mais do que arrecadam.

Entretanto, denúncias do Football Leaks revelaram que a Uefa pode ter acobertado transações ilegais e fraudulentas de pelo menos dois clubes, Paris Saint-Germain e Manchester City. Segundo o site, os dois times receberam montantes de patrocínio muito superiores ao teto permitido pela entidade, e contaram com a ajuda do então presidente Michel Platini e do secretário-geral Gianni Infantino, que é o atual presidente, para driblarem as normas e conseguirem ir adiante com essas manobras financeiras.

O fair play financeiro da Uefa é muito importante pois é uma das formas de evitar que as equipes com mais dinheiro prejudiquem a competitividade dos campeonatos que participam, desse modo, uma possível intervenção da entidade para favorecer determinados clubes seria um grande indício de corrupção dentro do mundo do futebol. Apesar de ambos os clubes negarem com veemência essas alegações, os registros vazados pelo Football Leaks foram o suficiente para que as autoridades começassem a investigar o caso.

**Cláusulas de contrato bizarras **

Bayern de MuniqueFonte: Pixabay

Outra polêmica que se tornou pública através dos documentos compartilhados pelo Football Leaks foi em relação a certas cláusulas bem específicas e extravagante que estão presentes nos contratos de diversos jogadores. Determinadas atitudes desses atletas, que antes eram vistas como "espontâneas" e "amistosas", mostraram ser apenas normas estabelecidas por contratos, pelas quais eles foram muito bem remunerados.

Enquanto ainda jogava pelo Barcelona, por exemplo, Neymar recebeu o equivalente a R$ 170 mil para autografar cerca de 600 figurinhas colecionáveis com a sua foto, o que significa quase R$ 300 por figurinha. No mesmo período, o craque português Cristiano Ronaldo, então camisa 7 do Real Madrid, ganhou nada menos que R$ 600 mil para assinar mil figurinhas.

No tempo que defendeu a camisa do Liverpool, o atacante italiano Mario Balotelli é outro atleta que também tinha um contrato com cláusulas inacreditáveis. A cada ano, o jogador poderia ganhar até 1 milhão de libras, o que atualmente corresponde a quase R$ 5 milhões, somente por apresentar um bom comportamento dentro e fora de campo. Essa cláusula ainda era específica ao ponto de determinar que ele não poderia ser expulso em mais de três partidas ou usar gestos ofensivos com seus companheiros de equipe e adversários.

Porém, os vazamentos do Football Leaks não incluem apenas contratos antigos, mas também alguns que estão em vigência nesse momento. No final de 2018, o site divulgou documentos sobre os contratos de vários jogadores do atual elenco do Paris Saint-Germain, por exemplo. Segundo esses registros, Neymar estaria recebendo o montante de R$ 1,5 milhão ao ano para saudar a torcida do clube francês antes e após as partidas, e cerca de R$ 10 milhões para não fazer críticas ao treinador publicamente.

Outros jogadores do clube também estariam recebendo pelos mesmos gestos, porém de forma proporcional ao nível de importância de cada atleta. No caso do brasileiro Thiago Silva, o bônus para cumprimentar os torcedores seria de R$ 140 mil ao ano, enquanto o do francês Mbappé chegaria a até R$ 500 mil. Sendo assim, os fãs do esporte que ainda acreditavam que pequenos gestos como esses eram completamente espontâneos e gratuitos, certamente se decepcionaram ao descobrir que eles só são feitos por gerarem uma alta remuneração.

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