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O futebol feminino na Alemanha

jogadoras correndo em partida de futebol femininoFonte: Pexels

Um das nações com mais tradição no futebol, a seleção da Alemanha já venceu a Copa do Mundo quatro vezes, mas o que muitos sequer imaginam é que o país também possui uma trajetória vitoriosa no futebol feminino. Apesar de não ter a mesma popularidade, o futebol feminino alemão alcançou alguns resultados surpreendentes nos últimos vinte anos, e chegou a impressionar o público pelo seu grande potencial.

Histórico do esporte no país

Na década de 50, um grupo de mulheres tentou formar a primeira liga nacional de futebol feminino do país, mas foram impedidas pela Federação Alemã de Futebol (na sigla original, DFB), que alegou questões de moralidade e saúde para proibir a criação do campeonato. Na época, diretores da federação declararam que a atratividade das mulheres e de seus corpos iria sofrer de forma irreparável na visão do público caso as mesmas jogassem futebol, e que a exibição de seus corpos ofenderia os princípios de decência e moral.

Somente anos mais tarde, em 1970, que a DFB começou a permitir o futebol feminino após a entidade sofrer muitas críticas por parte do movimento pelo direitos das mulheres, que estava em alta nesse período. Ainda assim, as regras da entidade eram desiguais e previam que o tempo de duração das partidas deveria ser de 60 minutos e que as mulheres precisavam jogar com uma bola mais leve.

Foi apenas com o passar dos anos que as normas do futebol feminino se tornaram iguais as do futebol masculino na Alemanha, de forma paralela a normalização no acesso das mulheres a outras atividades consideradas anteriormente como masculinas, como as lutas marciais e o próprio cassino online. Com isso, a modalidade foi se tornando cada vez mais popular entre as meninas e adolescentes nas escolas do país, e o número de ligas infantis chegou a dobrar entre os anos 90 e os anos 2000.

Dias de glória nos anos 2000

Sem dúvidas, o auge do futebol feminino no país aconteceu nos anos 2000, quando a seleção alemã se tornou bicampeã da Copa do Mundo de Futebol Feminino, a principal competição da modalidade, vencendo os torneios de 2003 e 2007. Nessa época, sob a liderança de atletas de grande talento, como Nia Künzer e Birgit Prinz, o time feminino da Alemanha jogava de forma coesa, inteligente e incrivelmente técnica, o que foi essencial para essas conquistas.

Birgit Prinz, artilheira da seleção alemã em 2003 e 2007, quando a equipe venceu os títulos contra as equipes da Suécia e do Brasil, respectivamente, se tornou um dos maiores nomes de sua geração, e um ídolo de peso para as crianças e adolescentes que sonhavam em jogar futebol. Inclusive, Prinz foi um dos destaques da maior goleada da história da competição, quando a Alemanha derrotou a Argentina por 11 a 0, em 2007.

Recebidas como heroínas nacionais após a conquista do bicampeonato na Copa do Mundo, até as próprias jogadoras alemãs se surpreenderam com a grande repercussão do título entre o público e a imprensa. Em entrevista à Reuters, a goleira Nadine Angerer admitiu que ainda se espantava com o quanto o futebol feminino havia evoluído no país em um curto período de tempo.

jogadora chutando ao gol durante jogo de futebol femininoFonte: Pexels

Período de transição e queda no interesse do público

Porém, ao contrário do que muitos imaginavam, a ascensão do futebol feminino na Alemanha não continuou durante a década seguinte. Com a aposentadoria das maiores estrelas da equipe, a seleção alemã não conseguiu manter o alto rendimento dentro dos gramados e decepcionou durante a edição de 2011 da Copa do Mundo, não chegando sequer às semifinais. Na edição seguinte, de 2015, terminou em quarto lugar, também aquém das expectativas dos torcedores.

Em outras competições, os resultados novamente decepcionaram, como a eliminação para a Dinamarca, uma equipe sem tradição no esporte, nas quartas de final da Eurocopa 2017, e ainda uma derrota para a novata e tímida Islândia durante as Eliminatórias da Europa para a Copa do Mundo de 2019.

Apesar de tentar se renovar após a aposentadoria de seus maiores talentos, a seleção da Alemanha de futebol feminino infelizmente não atingiu os resultados esperados e acabou perdendo espaço dentro do cenário mundial do esporte. Atualmente, outras seleções como Estados Unidos, França e Japão são consideradas melhores e as mais competitivas nos torneios internacionais.

O que esperar do futuro?

Com um novo técnico e uma nova geração de jogadoras dentro de campo, a seleção de futebol feminino da Alemanha definitivamente tem espaço para crescer e voltar a conquistar títulos de grande relevância. Mesmo com a queda no interesse do público, a modalidade continua tendo importância para muitos alemães e possui uma boa estrutura, com diversas ligas locais e clubes grandes que investem bastante no futebol feminino.

Mesmo sem ter vencido títulos de expressão mundial nos últimos dez anos, a seleção alemã conseguiu se manter dentro do grupo das melhores equipes, ainda que esteja um pouco abaixo de outras seleções anteriormente citadas. Sendo assim, com muito trabalho, esforço e persistência, as jogadoras alemãs podem sim voltar a surpreender nas competições internacionais.

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