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O que é a "masculinidade tóxica"?

Mann_der_ZukunftFonte: Wikimedia

Escolhida pela dicionário Oxford como a "expressão do ano" em 2018, devido a alta procura pelo significado desse termo, a masculinidade tóxica é a descrição de comportamentos nocivos praticados no dia a dia por parte dos homens, os quais tem sido ensinados a se portar assim de geração a geração.

Desde a infância, grande parte dos garotos já crescem escutando frases como "homens não choram" e "homens precisam ser fortes", o que acaba criando um padrão cultural de masculinidade segundo o qual os homens devem priorizar a força e a violência ao invés das emoções, que acabam sendo vistas como uma vulnerabilidade característica do sexo feminino.

Quais são os perigos da masculinidade tóxica?

Em menor escala, os efeitos da masculinidade tóxica podem levar os homens a ocultarem suas emoções e sentimentos pelo receio de serem chamados de "afeminados" ou "gays" pelos amigos e familiares. Muitos, ao apresentarem quadros de ansiedade ou depressão, também se recusam a procurar ajuda por considerarem que somente as mulheres desenvolvem problemas de cunho psicológico e emocional.

Já em situações mais graves, a masculinidade tóxica se torna um problema não apenas para os homens que precisam lidar com essa pressão da sociedade, mas também para as pessoas que convivem com esses homens. Essa é uma das razões pela qual os índices de estupro, homofobia, racismo e misoginia continuam tão elevados apesar das inúmeras tentativas do poder público e da sociedade, como um todo, de acabar com esses crimes e preconceitos.

Os efeitos negativos dessa mentalidade afetam diretamente as relações entre homens e mulheres, sejam estas afetivas, familiares ou profissionais. Isso acontece pois, ao serem criados com o padrão de comportamento característico da masculinidade tóxica, os homens se tornam propensos ao machismo e a concepção de que as mulheres são, de algum modo, inferiores.

Campanha da Gillette sobre o tema

Em janeiro de 2019, a marca de lâminas Gillette lançou uma campanha publicitária com foco na masculinidade tóxica, a qual gerou grande repercussão entre o público. Com o título “The Best a Men Can Get”, slogan traduzido em português para “O Melhor Homem que Você Pode Ser”, o video da campanha aborda várias cenas envolvendo bullying e casos de sexismo comuns no dia a dia.

Em meio a esses comportamentos lesivos, alguns homens se sobressaem por pensar de forma diferente e interceder contra as situações de violência e misoginia mostradas na campanha, dando um exemplo positivo para os meninos que estão por perto observando esse tipo de acontecimento. Dessa forma, a Gillette encoraja os homens a se tornarem as melhores versões de si mesmos, o que não significa desistirem de seus gostos e preferências por temas de interesse masculino, como esportes e jogos de cassino, mas sim a deixarem para trás certas atitudes e pensamentos que contribuem para a masculinidade tóxica.

No vídeo, a Gillette também citou o movimento #MeToo, que ganhou força nos últimos anos e foi responsável por incentivar milhares de mulheres, especialmente da indústria do entretenimento, a denunciarem casos de abuso. Para completar, a marca divulgou um novo site criado por ela, o TheBestMenCanBe.org., através do qual a Gillette se propôs a doar no mínimo US$ 1 milhão a cada ano para instituições de caridade dos Estados Unidos que trabalham em prol de uma sociedade mais igualitária e justa, livre de preconceitos.

Repercussão dessa ação publicitária nas redes sociais

Apesar de parte do público receber com elogios a iniciativa da Gillette em criticar a masculinidade tóxica e sugerir que os homens se comportem de forma diferente a partir de agora. A ação da marca também recebeu muitas críticas dos consumidores pela internet. De acordo com a parcela do público descontente com o vídeo da campanha, a Gillette teria sugerido que a maior parte dos homens seriam assediadores e violentos.

A revista norte-americana de viés conservador “The New American” criticou duramente a mensagem propagada pela campanha, alegando que o vídeo representa várias "suposições inverídicas". Outra figura pública que se manifestou de maneira contrária foi o teórico da conspiração Paul Joseph Watson. Segundo ele, a Gillette insinuou que os seus consumidores seriam  "abusadores sexuais em potencial".

A Gillette, por sua vez, respondeu as críticas ressaltando que essa ação foi a primeira etapa de uma nova estratégia da marca em incentivar os seus clientes a descobrirem versões mais saudáveis e positivas sobre o que significa ser homem. Em um comunicado oficial divulgado através de seu site, a empresa reafirmou o seu compromisso em desafiar os atuais estereótipos e colocar a Gillette como uma das embaixadoras a favor da igualdade e contra o preconceito.

Mesmo com a ameaça de boicote pela parcela do público descontente com o posicionamento da empresa, a marca não recuou e reafirmou em outras ocasiões que continuará a defender esse ideal.

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