Registar agora

Receba €1000 em bônus

1° Depósito: Bônus até 100% • 2° / 3° Depósito: Bônus até €400 • Apenas para novos clientes •  Depósito Mín. €10  •  Requisito de Apostas: 70x 

Termos da Promoção

Registrar-se

O renascimento da indústria musical

mão segurando e tocando um violão

Fonte: Pexels

Com todas as mudanças tecnológicas que revolucionaram o mundo nos últimos anos, um dos segmentos da economia que mais sofreram com esse conjunto de alterações foi a indústria fonográfica. Enquanto nos anos 80 e 90 a venda de CDs era responsável por movimentar bilhões de dólares a cada ano, a expansão da internet e o acesso digital as músicas arruinou esse mercado, obrigando a indústria a se reinventar completamente.

Pirataria e queda nos lucros

Entre os anos 90 e 2000, o acesso à internet aumentou de forma exponencial em todo o planeta, e além de utilizar a web como um meio de comunicação e para se divertir com jogos e cassino online, muitas pessoas também começaram a utilizá-la para consumir música de maneira pirata. 

No auge desse cenário, em 2009, um estudo divulgado pela Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI, em sua sigla original), alertou que mais de 90% dos downloads de músicas realizados pela internet eram ilegais, o que significa que essas canções estavam sendo consumidas sem gerar nenhum rendimento para os artistas, as gravadoras ou qualquer outro componente da indústria musical.

Desse modo, as estimativas eram de que 40 bilhões de arquivos de música ilegais foram compartilhados somente no ano de 2008. Como é de se imaginar, isso causou um forte impacto nesse setor, com quedas substanciais no volume de vendas e nos lucros. Gravadoras foram à falência e muitos empresários do meio chegaram a declarar que era o fim da indústria fonográfica como a conhecíamos. Contudo, o que poucos imaginavam é que tudo começaria a mudar com o surgimento dos serviços de streaming.

A alternativa dada pelos serviços de streaming

O Spotify, principal serviço de streaming de música da atualidade, surgiu em 2006, na Suécia, mas começou a ganhar relevância internacional a partir de 2011, quando chegou aos Estados Unidos e a vários outros países fora do continente europeu. Nesse período, através de uma integração com o Facebook, o usuário ganhou a chance de mostrar na rede social o que estava ouvindo no Spotify, o que serviu para alavancar ainda mais esse serviço.

Tanto o Spotify, como vários outros serviços de streaming, oferecem dois tipos de assinatura, uma versão gratuita e outra paga. Mesmo em sua versão paga, os valores para assinar o serviço de streaming são baixos e atrativos, o que conseguiu o grande feito de convencer milhões de usuários a deixarem a pirataria de lado em prol do streaming.

Apesar de gratuitas, as músicas compartilhadas de forma ilegal geralmente careciam de qualidade sonora, além de ter se tornado cada vez mais difícil de encontrá-las na rede, devido a fiscalização dos detentores de direitos autorais em derrubar os sites de compartilhamento pirata. Desse modo, o fato do serviço de streaming reunir centenas de milhões de músicas, com excelente qualidade de som e em um único lugar, foi o bastante para atrair o interesse de grande parcela dos usuários.

mulher com fones de ouvido escutando música no celular

Fonte: Pexels

Mudanças na forma de lucrar com a música

Alavancadas pelos serviços de streaming, as receitas da indústria fonográfica voltaram a subir em 2015, após mais de quinze anos de declínio quase ininterrupto. Paralelamente, a venda de mídias físicas, como os CDs, continua a cair ano após ano, assim como a venda de músicas digitais, em plataformas como o iTunes, as quais apresentaram uma queda de mais de 25% nos últimos anos.

Em números, a Recording Industry Association of America (RIAA), organização que representa as direitos das gravadoras dos Estados Unidos, divulgou que, em 2018, as cifras movimentadas pelos serviços de streaming de música já representavam cerca de 75% do lucro obtido por essas empresas. Isso evidencia o quanto esse serviço se tornou essencial para a indústria.

Como os artistas ganham dinheiro com suas composições nos dias de hoje

Se no passado os artistas dependiam quase totalmente de um contrato com uma gravadora, para ter uma divulgação maior de seu trabalho nas rádios e demais meios de comunicação e conseguir lançar novos discos, atualmente esse cenário está em fase de transformação.

Para ter acesso as músicas, os serviços de streaming pagam royalties para os compositores, os artistas e as gravadoras, porém, é cada vez maior o investimento que o Spotify e os outros serviços têm feito em apoiar jovens artistas ainda sem contrato com nenhuma gravadora, para assim incentivá-los a lançar novas músicas diretamente em suas plataformas digitais, trazendo exclusividade e ainda uma redução nos royalties que seriam destinados à gravadora. 

Caso essa tendência se torne padrão, o papel de mediador das gravadoras poderá perder relevância nos próximos anos, e os artistas terão a chance de negociar os seus ganhos diretamente com os serviços de streaming, podendo aumentar assim a margem de ganho tanto para o artista, como também para a plataforma.

Registrar-se
Estratégias para vencer ao jogar blackjack Estratégias para vencer nos jogos de slots