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Violência doméstica contra os homens

Mulher dando um soco em homemFonte: Pexels

Apesar de pouco se falar sobre esse assunto, os casos de violência doméstica contra homens também são uma realidade em muitas famílias, e podem acontecer de diferentes maneiras, através do abuso físico, emocional ou verbal, por exemplo. Como reflexo da sociedade tradicionalmente machista que ainda existe, os homens são vistos como o elo mais forte dentro de um relacionamento, e assim esse tipo de violência acaba sendo ignorada. Contudo, segundo um estudo recente realizado na Inglaterra e no País de Gales, a violência contra os homens já alcançou quase 40% do total de casos de abuso doméstico nesses países.

Desse modo, ao mesmo tempo em que a igualdade de gêneros ganha espaço em campos relevantes, como a política, o mundo dos negócios, e o universo do entretenimento, com um número cada vez maior de mulheres liderando empresas e se divertindo com jogos de cassino online, entre múltiplos exemplos, essa igualdade também começa a existir em esferas até então inimagináveis, como na questão da violência doméstica.

Padrões de comportamento que indicam abuso doméstico

Discussões por conta de ideias e pensamentos contrários são comuns nos relacionamentos, mas é preciso ter o cuidado de saber identificar quando um comportamento passa a ser abusivo. No aspecto físico, a violência doméstica contra os homens pode acontecer através de socos, chutes, mordidas, arremesso de objetos sobre o parceiro, ou até mesmo com o uso de armas como facas ou revólveres.

Esse é o tipo de abuso que costuma ser identificado facilmente, mas também existem outros padrões de comportamento condenáveis, como os exemplos listados a seguir.

– Agressões verbais deferidas com o intuito de menosprezar e humilhar o parceiro, sejam estas feitas pessoalmente e a sós, ou através das redes sociais e perante amigos e familiares;

– Possessividade e ciúmes em excesso que levam a acusações infundadas de infidelidade, resultando em brigas e discussões acaloradas;

– Controle sobre as finanças do parceiro e o uso desse argumento como ameaça durante uma discussão;

– Esconder pertences pessoais como celular, computador e as chaves do carro com o objetivo de obrigar o parceiro a não sair de casa ou não se comunicar com alguém;

– Caso o casal tenha filhos, utilizá-los para ameaçar o parceiro de que este não poderá mais ver as crianças se fizer uma denúncia;

– Fazer alegações falsas sobre o parceiro para amigos, familiares ou para a polícia, com o intuito de deslegitimar uma denúncia futura feita pelo homem.

casal discutindo em um parqueFonte: pexels

Universidade cria programa de apoio voltado aos homens

Em parceria com uma entidade que presta apoio as vítimas de abusos domésticos, sejam estas homens ou mulheres, a Universidade do Sul de Gales desenvolveu um projeto dedicado exclusivamente a prestar apoio aos homens que sofrem ou sofreram algum tipo de violência de suas parceiras, desafiando os estereótipos de gênero e trazendo destaque para esse tema tão pouco discutido nos dias de hoje, como é possível perceber nesse vídeo.

De acordo com um dos idealizadores desse projeto, Michael Dix-Williams, a crença de que apenas as mulheres sofrem abusos domésticos ainda é muito forte, o que acaba desestimulando os homens que passam por esse tipo de situação a fazer uma denúncia e se afastar de seu relacionamento abusivo. Segundo Dix-Williams, um dos maiores medos desses homens é de ninguém vai acreditar neles.

Para os desenvolvedores dessa iniciativa, algo precisava ser feito o mais rapidamente possível para chamar atenção a esse problema e tentar reverter um quadro que vem se agravando nos últimos anos. Pesquisas e levantamentos informais feitos na Inglaterra e no País de Gales indicam que, a cada 2 milhões de casos de violência doméstica, mais de 600 mil são praticadas contra os homens, muitos dos quais sequer cogitam em procurar ajuda, pois possuem uma grande dificuldade de aceitar e admitir o quadro de abuso doméstico.

Conscientização pode contribuir para o aumento das denúncias

A professora e psicóloga Sarah Wallace, que trabalha na Universidade do Sul de Gales e também atua ativamente nesse projeto, declarou em entrevista à BBC que existem inúmeras razões pelas quais os índices de denúncia de abusos, sejam estes sofridos por homens ou mulheres, serem tão baixos quando comparados ao número total de casos. Em primeiro lugar, está o medo de retaliação por parte do parceiro (a), caso a denúncia seja feita, e logo em seguida está a falta de confiança na polícia.

Contudo, o receio de denunciar é ainda maior entre os homens, de acordo com Sarah, pois estes temem sentir vergonha e uma sensação de fracasso por não terem alcançado os ideais de masculinidade defendidos pela sociedade atual. A análise da psicóloga foi desenvolvida com base nos atendimentos feitos por esse programa universitário que se dedica a auxiliar os homens que sofreram abusos domésticos.

Durante as sessões de apoio prestadas as vítimas, Sarah destacou que foi necessário ajudar esses homens a aceitarem que sofreram abusos e desconstruir esse protótipo de masculinidade inalcançável, que só serve para gerar frustrações. Apesar do tempo de acompanhamento dos homens ser mais curto do que o das mulheres que passam pelo mesmo tipo de situação, a psicóloga ressaltou a sua importância para a superação dessa experiência negativa. Até o momento, o programa já auxiliou centenas de homens vítimas de violência doméstica, e pretende conscientizar cada vez mais sobre a importância dessa questão e como a mesma não pode ser desprezada.

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